Daily Archives: 19 de maio de 2017

Santuário do Caraça

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Quem vem a Santa Bárbara não pode deixar de visitar um dos pontos mais importantes da região: o Santuário do Caraça, com entrada única pelo distrito de Brumal (sentido ao subdistrito de Sumidouro).

A Província Brasileira da Congregação da Missão (PBCM) é a proprietária e mantenedora do Santuário do Caraça.
Fundado em 1774, o Santuário do Caraça abriga um rico patrimônio histórico, cultural e ambiental.

Além do Santuário religioso, o Caraça tem uma pousada e é uma Unidade de Conservação, na categoria de Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN), decretada pelo IBAMA em 1994.

O conjunto orográfico da Serra do Caraça constitui o penúltimo contraforte meridional da Cordilheira do Espinhaço. Seu ponto culminante, que é também a maior elevação da região, é o Pico do sol, com 2072 m de altitude.

Devido a sua localização geográfica (altitude, clima, relevo, etc.), a Reserva do Caraça apresenta em seu território uma rica biodiversidade, abrindo espécies endêmicas (que só ocorre na região) e espécies ameaçadas de extinção, como o lobo-guará.

O clima caracteriza-se pelo predomínio de temperaturas amenas durante o ano, com médias anuais que variam em torno de 15°C.

Apresenta as antigas instalações muito bem preservadas do Seminário, desativado após um grande incêndio em 1968: a Igreja de Nossa Senhora Mãe dos Homens, em estilo neo-gótico do século XVIII, que tem no altar a múmia de São Pio, trazida da Itália (com um cálice do seu sangue); clausura; bibliotecas e museu. Esse antigo Seminário conta com meio de hospedagem próprio destinado, exclusivamente, ao relaxamento, oração e retiro espiritual.

Chafariz de Brumal

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Datado de 1898, o Chafariz de Brumal, distrito de Santa Bárbara, é um dos marcos da evolução histórica do distrito e do município.

Originalmente instalado na antiga Praça do Comércio, hoje Praça Pio XII, atualmente o Chafariz está localizado no largo da Igreja de Santo Amaro, em Brumal, e é um dos vários monumentos do patrimônio histórico de Santa Bárbara.

Em 2008, o Chafariz passou por um processo de restauração. De acordo com o projeto, aprovado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (IEPHA/MG), a intervenção de conservação e restauração do Chafariz, construído em pedra-sabão de linha arquitetônica plana e geométrica, consistiu na higienização do conjunto e reintegração com prótese dos elementos que apresentavam comprometimento do equilíbrio e harmonia do Chafariz. Foram utilizados materiais e técnicas que não alteraram a significação e a aparência original do monumento.

Casa do Mirante

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A Casa do Mirante ganhou este nome em decorrência da implantação de um mezanino bem no centro de sua estrutura original. Esta edificação do século XIX está Implantada no alinhamento da rua.

Foi, no passado, a casa de hospedes da residência do Padre Lucindo e de onde se separava apenas por um antigo muro de adobes demolido para a abertura de uma rua que a separou da Casa da Cultura.

Este casarão passou por várias alterações sendo as mais notórias, além do erguimento do “Mirante” o fracionamento de seu grande quintal. Na verdade o quintal da casa era um grande pomar com várias qualidades de frutas e um extenso vinhedo que ia dar nas proximidades do terreno onde hoje ainda se encontram a linha férrea e a antiga estação ferroviária.

O mirante tem uma porta-sacada que se abre para um balcão superior na fachada principal de onde à tarde os moradores, hospedes ou visitantes podiam apreciar o pequeno movimento de crianças brincando na praça e de pedestres na antiga rua Governador Valadares que passava longe, bem em frente do terreno onde hoje se encontra o prédio da Escola Estadual Afonso Pena.

Observa-se, no curioso processo de incrustação do mezanino, o uso de materiais mais modernos como a alvenaria de tijolos, os guarda-corpos das sacadas e balcão compostos de palitos de ferro vergalhão além de outros. A fachada principal, bem equilibrada e simples, apresenta cinco portas-sacadas idênticas: quatro em linha no pavimento inferior e a central superior.

Esta interessante construção tem sua escada de acesso junto à parede lateral esquerda mantendo uma característica do princípio do século XIX quando as casas tinham a porta principal de entrada numa das laterais do edifício. Neste caso, em especial, é de se registrar que a casa não tinha acesso para o jardim fronteiro da residência do Pe. Lucindo, ou largo do Rosário com era chamado naquele tempo.

Com a construção da rua lateral os atuais proprietários mandaram construir muros de pedra seca, em torno da edificação, substituindo os antigos de adobe. Um, simples, porém belo jardim, foi construído na lateral esquerda da casa, em frente à porta principal, onde instalaram um pequeno chafariz construído em pedra-sabão.